16 de maio de 2026

Sonho e Pó na BLIMM

Olha que lindão o livro!

Aqui já contei do meu livro mais recente que tem o título de Sonho e Pó, não foi? A novidade é que os exemplares físicos chegaram esta semana e vão estar disponíveis para serem comprados lá na 1ª Bienal do Livro de Mogi Mirim. 

Eu vou participar como autor na Bienal do Livro de Mogi Mirim, que acontecerá do dia 21 ao dia 24 de maio deste ano, veja só:


Não é o máximo? Alguns amigos e conhecidos escritores também estarão lá, como a escritora Arlene Padrão, Aparecida Pompeu, Camila Pelegrini, Regina Alvarenga, Paulo Tristão e Ivone Lopes.

Tem muita gente boa confirmada coimo o Renan Inquérito, Sergio Vaz e Paula Pimenta.

Vai rolar oficinas, venda e troca de livros. A minha favorita será a de sábado, dia 23, sobre confecção de livros cartoneiros com a Josélia Longatto. 

Então, apareça por lá para ver os escritores daqui; ver-me e eu vir você; tirarmos uma fotinho juntos! Minha participação será no dia 24 a partir das 13h e fico até às 17h.  

Mais informações, acompanhe o perfil da BIMM no Instagran

https://www.instagram.com/blimm.mogimirim/

Sinopse de Sonho e Pó:

https://paullawblog.blogspot.com/2026/01/sonho-e-po.html

Um abraço! 

7 de maio de 2026

Ela vai voltar?



Há mais de trinta anos que lecionava naquela escola. Conhecia cada sala, presenciara todas as reformas e conhecera vários diretores, dos quais muitos já descansavam eternamente. Continuava... 

O ânimo era quase o mesmo dos primeiros anos, mas os outros não pensavam assim. Era chamada de velha, de gagá, de ultrapassada. Ela acreditava que tinha muito, ainda, para contribuir. 

Um dia houve uma queda em casa. Quebrou o fêmur. Ficou internada. 

Vai tarde, disseram os alunos.

Seus companheiros não disseram nada.  

27 de abril de 2026

O almoço


Eram 15h30 quando ele foi almoçar. Às 9h30 não pôde, pois um aluno lhe pediu que corrigisse as atividades. Ao se aproximar do local onde se servia a merenda, foi recebido com rispidez pela merendeira. Pegou o prato e começou a se servir do restinho de comida no fundo da panela. Ouviu:

— Amanhã você traz comida. Professor não pode comer mais.

Baixou os olhos cansados e se afastou com o pouco que conseguiu.

10 de abril de 2026

Uma fotografia


Ela do presente segurava diante dos olhos a fotografia. Ela do passado lhe sorria, diante de uma bicicleta vermelha. Era menor, as roupas simples, o cabelo bagunçado. Estava presa a um tempo que não existia mais. Seu pai, sua mãe e avós, que também estavam ali, não alcançaram o presente; aquele céu de anos passados, aquelas árvores e aquela estrada: tudo ficara para trás. Será que o seu eu futuro, já morto, se lembrará de olhar nos olhos de quem um dia o observará?

7 de abril de 2026

Um mergulho



Ela reapareceu entre ondas, com os cabelos castanhos escorrendo pelos ombros bronzeados. Tinha um maiô comum, marrom e parecia ter uns trinta anos. Ele a via, mas o som do mar parecia confundi-lo. Talvez fosse a cerveja, o camarão, a idade. Ela vinha em sua direção? Encarava-o sedutoramente, enquanto todas as pessoas desapareciam. O som das ondas do mar ficou ainda mais alto.
Disse-lhe que se chamava Sem Futuro e que viera buscá-lo. 

27 de março de 2026

89



Lá na casinha do Vale os ouvidos quase surdos da Costureira ouviram o apito triplo do trem de Maquinista. Ele confessou a ela que, livre, teria uma serpente de ferro e levaria perdidos para lugares ainda mais perdidos um dia; que ao sair da estação soaria o apito por três vezes para ela.