
31 de março de 2015
Tomo III - O nome verdadeiro

23 de março de 2015
La Bandida: A Lei do 30 - desenho
20 de março de 2015
Caminhando e.. o quê mesmo?
Olá amigos bípedes e pensantes. Aqui quem vos fala é o excremento de sempre: Fezesmen. Nosso papo de hoje será sobre objetivos, motivações e ações. O que te move de verdade? O que te fez acordar esta manhã? O que te levou á protestar; a assistir Babilônia? E a parada da capa da revistinha, o que pensa sobre isso?
Eu acho que todas estas coisas estão ligadas. Vocês vivem uma época curiosa; de transição, de mudança. O problema aos meus olhos de bosta é que não sabem para onde estão indo. Mudando pra quê? Embora o desejo de mudança esteja em alta e é totalmente coerente, fruto de décadas vividas de um modo que já deu o que tinha de dar, não sabem ainda o que desejam. Se isso é um problema? Mas é claro que sim! Pense comigo: bato o pé, reivindico meus direitos, quebro tudo ou não, mas não sei o que quero depois que me escutam. O pessoal já sacou isso e a moda agora é dizer sobre diálogos. Vamos dialogar; abrimos consulta pública para saber o que se espera da Educação. Ora podem abrir zilhões de canais de diálogo, não vai adiantar nada.
Em relação aos preconceitos é a mesma coisa. A capa da revistinha é machista! A novela tem beijo gay toda hora! O Levi foi condenado por suas declarações homofóbicas! Amigos, o que vocês esperam da sociedade daqui em diante? É só pensar… Depois superar. Não há lugar para machismo quando se respeita qualquer pessoa. O mesmo vale para os homossexuais, negros e amarelos. Ninguém é obrigado a gostar, mas dignidade é coisa que todo ser humano tem e deve ser respeitada. Hoje vocês respeitam mais um cachorro do que certas pessoas e acham isso “normal”. Hoje vocês não ligam para exemplos televisivos de condutas deploráveis como assassinatos, putaria etc. e criticam o beijo de duas velhas.
Não tem como ter os pés firmes no velho e pregar o novo. No mínimo é incoerente, raso. É preciso estabelecer (e entender) o que se quer e colocá-lo em prática de maneira natural. Se for a vontade de vocês que tudo vire uma merda só, tudo bem. Mas que seja uma merda que faça sentido, o que não se vê por aí.
Grande abraço fecal.
Fezesman é cocô, levemente amarelado, ácido e mau cheiroso.
18 de março de 2015
Tomo II - Metade gente, metade máquina
Um tapa. O braço direito de Mae automaticamente sacou a arma e encostou o cano na cabeça do agressor. O zunido agudo emanou daqueles dois corpos. A mulher estava deitada e sobre ela um homem grande. Os olhos de ambos, fixos. A respiração rápida. Ela o empurrou.
— Está maluco? Eu poderia ter te matado.
— Eu me defenderia. Bem, acho, sei lá — ele se senta ao lado.
O revólver foi devolvido ao seu local de origem e os olhos de Mae voltaram a coloração verde. Então ela se coloca sentada e faz o reconhecimento do local: A tenda, uma delas.
— O que houve?
— Você apagou quando cheguei. Até quando vai ficar fugindo de mim?
— Eu não estava fugindo.
O caubói não pôde esconder o riso. Depois disse:
— Vamos a minha carroça.
Ambos se levantam. Mae sentia o ferimento do ombro, pois a bala ainda estava alojada em seu corpo. Procurou não demostrar a dor e caminhou ao lado do homem conhecido até uma carroça a frente. Nas ruas outras pessoas exploravam a vila ou montavam tendas. Não eram muitos. O grupo de Damian Wayne não tinha mais do que seis caubóis.
— Deve estar doendo pra cacete — falou Wayne ao abrir a porta da grande carroça metálica.
— Deite-se — ele disse.
— Faça algo que dure dessa vez.
Damian sorriu novamente. Respondeu:
— O problema não é o que eu faço, mas o que você faz do que eu faço.
— Fale a minha língua.
— Esqueça.
Mae deitou-se.
O pistoleiro examinou os desenhos em verde neon que serpenteavam os braços e abdome. Era como se as veias brilhassem sobre a pele.
— Você realmente não aprendeu nada sobre a avermelhamento, não é?
— Vai começar com aquela baboseira de que os obsoletos inventaram mine-robôs que interagem com o corpo humano?
— Não, Mae. Você sabe. Só vou comentar sobre os efeitos visuais de que as coisas não estão bem. Vê a tonalidade do verde? — ele apertou o braço da pistoleira.
— Não tenho tempo para ficar observando se está mais ou menos verde, Damian.
— A avermelhamento é um instrumento para te ajudar a sobreviver. Precisa conhecer suas ferramentas! Ela é como os revolveres que porta na cintura, além de funcionar em conjunto com eles. Sem manutenção e cuidado, não vai funcionar.
Após o sermão pediu para Mae abrir as mãos e analisou os pulsos. Havia dois orifícios pequenos, um em cada punho.
— Você perdeu muito sangue, por isso o verde perde tonalidade.
— Eu sou constantemente baleada. Antes de chegar até aqui havia sido atacada por diversas vezes. Tudo estava funcionando bem até o tiro de fuzil.
— Eu já não te disse que a imprudência mata? — Damian acendeu um cigarro.
Depois puxou dois canos metálicos que estavam enrolados, posicionados lateralmente e os plugou nos pulsos de Mae. Em baixo do divã localizava-se um pequeno tanque de metal de onde saíam os tubos.
— Os obsoletos tinham um sistema parecido com este para passar sangue de uma bolsa ao corpo de uma pessoa — ele comentou.
— Os antigos podiam fazer o que queriam — Mae devolveu.
— Parece que hoje você tirou o dia para repetir o que já conversamos.
— Não estou repetindo, só não me conformo. Ainda me assusta o fato de não poder ser eu quando estou em combate.
— Você é você sempre. Acha que ganhar campo aberto no meio de um tiroteio não é coisa sua? — falou Wayne.
— Você me entendeu, Damian.
O caubói mantinha os olhos numa pequena tela que estava pendurada ao lado do divã.
— O número de nano-robôs estabilizou. Você já pode se queixar com propriedade.
Mae puxou os tubinhos dos pulsos. O verde-neon das suas linhas brilhavam com intensidade.
— Não adianta reclamar.
— Mae é sério. Você vai acabar tendo o que deseja.
— Eu não tenho desejos. Eu só preciso lutar para me manter viva, não é assim?
— Matar ou morrer — Wayne apagou o cigarro contra a parede metálica — Agora saia da minha carroça.
A mulher deixou o local sob o olhar do líder daquele grupo de bandidos. Quando a porta se fechou ele sacou o maço do bolso para um segundo cigarro.
Lá fora Mae também tinha um cigarro entre os lábios e o pensamento no dia seguinte. Quantos mais sobreviveria? Sorte ter sido alcançada por Wayne ao invés de mais inimigos? Quem queria enganar, o maldito estava lhe seguindo. Estava tentando protegê-la e isso a deixava com ódio dele. Não era mais a menina da lavoura que fora vendida pelo pai para que o resto da família não passasse fome. Por falar nos pais, veio-lhe à mente aqueles acontecimentos
16 de março de 2015
Adicionado o quarto capítulo de Estela
O livro Estela está passando por duas fases importantes para então ser definitivamente publicado. Uma delas é a leitura beta e a outra a revisão com base nos resultados obtidos dos leitores. Enquanto essas duas coisas acontecem, libero mais um capítulo do livro para leitura. Já são quatro disponíveis no Wattpad. Eis o link do livro:
http://www.wattpad.com/story/27815467-estela
O capítulo novo se chama “Onde está minha casa?” e aqui está o link direto dele:
http://www.wattpad.com/111680093-estela-cap%C3%ADtulo-4-onde-est%C3%A1-minha-casa
Espero que apreciem a leitura. Abraço.