31 de janeiro de 2026

Sonho e Pó

Não tinha falado nada antes, mas tem um livro novo de minha autoria lá na Amazon para ser adquirido. O título dele é Sonho e Pó e se trata de uma história fragmentada em que uma menina chamada Elisa sai em busca da mãe que a abandonou sem explicação. O cenário, você vai ver, é o interior do nosso Estado de São Paulo, precisamente a zona rural aqui da região de Mogi Guaçu, Aguaí... 

O caminho é de um dia, mais ou menos. Muita coisa acontece nesse tempo. Veja aqui a capa e a sinopse:

A capa foi criada pelo Yuri Raposo

Depois de ser abandonada pela mãe, Elisa começou a alimentar esperanças de reencontrá-la viva ou morta. Misturando a realidade do abandono às histórias contadas pelo saudoso avô sobre os carregadores de caixão, entidades sobrenaturais que levam mortos ao descanso final, ela parte em busca de respostas.

No caminho de um dia, ela, que já tem a companhia de Sonhadora, vai encontrar os demais carregadores, fantasmas, bem como pessoas comuns que a ajudarão a descobrir o paradeiro da mãe.

Se quiser dar uma força a este escritor, pode comprar o livro clicando aqui por R$ 9,99. 

Logo tenho mais novidade sobre ele, como um lugar diferente para comprar, uns capítulos disponíveis para ler, imagens e outras coisas. 

Até!  

27 de janeiro de 2026

O³ de Fagner JB



Já contei aqui que tem um site para podermos publicar nossas histórias, não é? Neste espaço, o autor Fagner JB começou a publicar a sua série literária de ficção científica chamada O³. O prólogo se chama Origem=Cobiça=Opressão e pode ser conferida neste link:


É uma história que se passa no espaço, após a Terra se tornar aparentemente inabitável por causa do aquecimento global. Naves e piratas estão garantidos.

Sabe o que achei interessante? A história pode ser ouvida, além de lida. Tem um botão, ouvir, que server para reproduzir o que está escrito. Não é o máximo?

Fica a indicação e dica.
Abraço. 

22 de janeiro de 2026

Banco da rodoviária


Tinha sido um final de semana incrível! Ele se sentou, pensando no fato de aqueles serem seus últimos minutos ao lado dela. Ela falava-lhe frivolidades, mas ele registrava na memória cada palavra dita, risada, trejeito e cheiro. Queria lembrar de tudo até que voltasse. Deram-se um beijo; despediram-se sob o juramento do reencontro. Queria tanto ficar... 

Foi, passou-se a semana. Voltou. Ela não estava lhe esperando no banco da rodoviária.    

20 de janeiro de 2026

Última alça



A antiga parte de Pó não gostava de ser encarada por ninguém. Ela costumava assoprar em ouvidos, atravessar pensamentos correntes e encher o coração de anseios. Mas quando alguém a questionava racionalmente sobre seus ideais, não tinha bons argumentos. No fim era apenas um querer por querer; vontade de buscar ainda que nunca se alcance, tolices para justificar uma vida sem importância. Era uma droga viver sem querer ou importâncias... 

Ali de frente à mulher que acabara de reencontrar e se despedir da mãe, levada pela morte nova tinha assuntos a tratar. Havia uma última alça.


13 de janeiro de 2026

Meu conto "Dança das cadeiras"



Saiu na data de hoje pelo site Acampamento dos Escritores o meu conto "Dança das cadeiras". Veja aqui o link de leitura: 

https://acampamento.altvers.net/texto/danca-das-cadeiras

É uma pequena história de um menino que tem um passado criminoso e estuda no nono ano do ensino fundamental. Ele está participando da tradicional gincana escolar, sendo um dos finalistas na prova da dança das cadeiras. Uma coisa tão simples, mas muito marcante para ele.

Comenta lá, comenta aqui. 

Abraço.   

8 de janeiro de 2026

Sonhos bobos


Certo dia, quando almoçavam na roça, Nara estava de bom humor por causa de sonhos bobos. Comentou sobre a casa que apareceu neles. Ela tinha uma sala, cozinha, dois quartos e o mais importante: uma área que rodeava toda a construção. Uma escada com quatro ou cinco degraus para que pudesse se sentar à noite e observar as estrelas; ouvir o farfalhar das folhas no escuro e inalar ar fresco da noite. 

5 de janeiro de 2026

O encontro de Elisa com Artesão


Artesão sabia dos dois pontos fixos dos homens: nascimento e morte. Era nesse último que ele e seus irmãos trabalhavam. No meio dessas duas extremidades é que cabia toda a existência de cada um, o que não era muito. 

Ouviu de Elisa que ela tinha uma mãe, a quem chamava de Fátima e que havia sumido. 

O carregador de caixão pediu para que a menina lhe tocasse em parte do corpo não enfaixada, adiantando que ao fazê-lo ela veria, pelos seus olhos, aqueles que ele tinha carregado e com quem ela tinha forte ligação.

— Verá sua mãe se a morte já a tocou — ele finalizou.  

Assim procedeu a garota e tudo ficou escuro, mas ela sentiu paz.

Artesão puxou o braço, trazendo-a de volta da paz e falou-lhe:

— Também pude ver pelos seus olhos enquanto nos tocávamos e sei que sua mãe está apenas até a arrumação, sendo que após isso nenhuma outra vez se encontrarão. 

Apesar de a mãe não aparecer nas lembranças de Artesão o que significava que ainda estava viva, era certo que o tempo de Elisa não comportava reencontro. Não enquanto Artesão fosse morte.  

— Você que transforma qualquer coisa não pode mudar meu destino? 

 — Talvez eu possa se usar as duas mãos, mas como vê, tenho uma delas presa à alça do caixão. Há o de mim livre que poderá fazer o que me pede. Sei dele, pois já transportei a mulher que ele amava. Terá que encontrá-lo.