11 de outubro de 2016
7 de outubro de 2016
Eterna Promessa - Flávio Magalhães
Até quando?
Flávio Magalhães é repórter, trabalha no jornal centenário "A Comarca" de Mogi Mirim/SP. Escreveu e publicou o livro "Eterna Promessa" neste ano de 2016. Trata-se de um livro/reportagem que conta a história do Parque das Laranjeiras, um bairro de Mogi Mirim, ocupado por população que vive em condições precárias, abandonada pelo poder público há mais de trinta anos.
O autor investigou o caso, visitou personagens dessa longa história e contou de forma objetiva como se deu a situação do Parque das Laranjeiras. Era para ser um complexo habitacional particular, mas as irregularidades da construtora, somadas às do poder público, transfonaram o local na maior área irregular do município. nenhum prefeito consegue resolver o problema...
Por todos os problemas, a população é quem sofre. Grande parte das ruas não são asfaltadas, rede de esgoto não existe, água encanada também é privilégio de poucos. É incrível que em Mogi Mirim, cidade interiorana e de boa qualidade de vida, ainda existam pessoas vivendo em situação desumana. Flávio faz um livro reportagem no sentido de contar o que aconteceu e acontece no local, na tentativa de "abrir os olhos" das pessoas que não conhecem aquela realidade.
Em suma, uma obra bem escrita, imparcial e necessária. Um relato consciente da situação de pessoas humildes próximas da gente. Colocar-se no lugar do outro é o objetivo de "Eterna Promessa" e o que ainda permanece é a pergunta: até quando?
Fica a pequena resenha e a dica.
Abraço.
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4 de outubro de 2016
O livro e a vida
Já pensou em quanta coisa existe em comum entre o livro e a vida? E na diferença? Um livro é divido em capítulos e páginas, a vida em anos e dias. No livro, aparecem personagens, desaparecem personagens, reaparecem. Na vida também. Hoje, estou vendo vários personagens da minha história, da minha vida, do meu livro. Pessoas que estiveram nas primeiras páginas, outras em momentos importantes e outras, ainda, que ocupam o capítulo atual. Acho que hoje é uma página especial deste livro.
Num livro nos emocionamos, sentimos coisas e nos posicionamos em relação ao que estamos lendo. Enquanto vivemos, passamos por diversas situações difíceis ou prazerosas e desfrutamos de vários sentimentos, às vezes contraditórios, ás vezes intensos e também agimos. O que mais me fascina, seja em um livro, seja na vida é ser surpreendido. A surpresa é maravilhosa e tem a ver com felicidade, porque não é planejada. As coisas boas, me parece, não podem ser planejadas.
No livro, assim como na vida há cenários, lugares em que se passa parte da história. Em certas ocasiões o cenário persiste, já em outras ele muda bruscamente e gostamos de ver como os personagens se adaptam às mudanças. Há cenários que são deixados para trás, mas podem ser retomados nas páginas seguintes. Existem lugares novos que jamais poderíamos imaginar em páginas anteriores. Tem cenário, no entanto, que é único. Há um carinho especial por certos lugares, um desejo secreto de retorno, como se fosse possível reviver e aqui reside a crucial diferença entre um livro e uma vida.
O livro pode ser relido, as páginas, os capítulos podem ser revisitados. O sentido da leitura pode ser alterado. Já a vida não e isto é um pouco triste. Não podemos voltar nas páginas da nossa própria história, nem retornar aos lugares antigos para reviver um acontecimento. O sentido da vida, pelo que conhecemos, é único, não admite retorno. Então, o que podemos fazer?
Há duas coisas: ler e escrever. Leia vidas e não se importe se são ficcionais ou reais, já que no futuro isso não fará diferença, pois tudo se resumirá em histórias contadas por alguém. Assim, enquanto está aqui terás uma vida completa, várias vidas na verdade.
Escreva. Escreva para que a vida perdure. Escreva para que a obra fique. Não se trata de vaidade, nem de desejo pela imortalidade, mas de deixar rastro. De ter uma história que valha a pena ser contada.
30 de setembro de 2016
28 de setembro de 2016
A rocha que não passa - Afonso J. Santos
As histórias que ficam
Afonso J. Santos é poeta, membro da Academia Guaçuana de Letras, da Casa do Escritor e da UBT (União Brasileira de Trovadores) e foi premiado algumas vezes pela Biblioteca Municipal de Mogi Guaçu. Seu primeiro livro individual "A roca que não passa" acabou de ser publicado pela Editora APMC.
Trata-se de um pequeno apanhado de poemas e crônicas do autor que permeiam temas importantes como o rio Mojiguaçu, o meio ambiente, o leitor, a vida e o passado. O autor, que também é trovador, deixa registrado sua arte dinâmica, simples, direta e sensível. Poucos são aqueles capazes de dizer muito com poucas palavras. A arte do livro também merece destaque, já que representa com propriedade o tema central da obra (as coisas que ficam) e também a nossa cidade. Tudo foi concebido pelo renomado artista Rômulo Coutinho.
Uma leitura prazerosa e rápida, capaz de emocionar e propiciar reflexão. Tempos que se foram, valores que mudaram, pessoas que deixam saudade. O material usado no livro, embora simples, não deixa a desejar. Talvez as letras sejam pequenas para olhos cansados. A editora APMC entregou um bom livro, mas não pude identificar imagens ou opção de venda no site, nem em outros lugares. Talvez seja a opção do próprio autor, não sei.
Afonso é um poeta não só com as palavras, mas em atitudes. Um homem sutil, discreto, mas atento à beleza da vida é o que percebemos ao estar nas páginas de "A Rocha que não passa". Uma ótima leitura.
Fica a pequena resenha e a dica.
Abraço.
26 de setembro de 2016
Lançamento de "Por que, Pai?"
No sábado, dia 24 de setembro de 2016 às 10h no Centro Cultural de Mogi Guaçu, ocorreu o lançamento do meu livro "Por que, Pai?". Foi uma manhã muito especial preenchida por pessoas incríveis. Escritores, familiares, professores e amigos. Foi maravilhoso!
Eu já agradeci cada um dos presentes, mas não custa agradecer novamente. Este apoio que recebi é muito importante para dar ânimo e seguir escrevendo. Compartilho algumas imagens que o amigo Igor Cairo registrou:
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| Discursando |
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| Os presentes |
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| Com o poeta Nunes Guerreiro |
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| Com o Acadêmico Augusto Legaspe |
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| Com a escritora Fátima Fílon |
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| E o poeta Afonso J Santos |
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| A Acadêmica Mayra |
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| Com a Yara |
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| E os amigos Alessandro, Andreia e Yasmim |
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| O amigo Rafael esteve presente |
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| A escritora Rosiléia Roberto |
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| Meu amigo Rodrigo Machado |
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| E o Everton com a Evelin |
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| O poeta e Acadêmico Cícero Alvernaz |
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| Minha prima Flaviana e seus filhos Otto e Amon |
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| Tia Gaetana e prima Carol |
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| Minha mãe |
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| e meu pai |
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| Com a escritora Isa Oliveira |
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| E seu esposo Luís Henrique |
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| Meu irmão Giovanni, Pêmela, Nicole e a Bia |
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| O amigo e Acadêmico Luís Braga |
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| Com a família Fressatto (tios e primos). |
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| Tia Nenê e tira Rita |
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| O amigo Nicola Delatesta |
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| Tia Maria Lázara |
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| Com a Sílvia, amiga da família |
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| E o meu primo Flaviano |
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| Minha professora do Mato Seco, Isabel! |
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| Os primos Sandra e Sebastião |
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| O amigo Igor Cairo |
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| Vô João Moreira |
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| Com o comunicador e escritor Athayde Martins |
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| Minha esposa e filha |
É pertinente mencionar que a Regina, assim como a Dona Maria Ignez e o senhor João Francisco compareceram. Mais pessoas estiveram no local e lamento não me lembrar do nome de todos. Fica o registro.
Abraço!
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