10 de abril de 2017

Ganhe "Por que, Pai?" nesta Páscoa

O blog São Tantas Coisas,  a escritora Raíssa Nantes, e outros parceiros darão seis livros de presente nesta Páscoa. Veja a imagem das capas:


Como você pode perceber, o meu livro "Por que, Pai?" está na lista! Para ganhar as seis obras mais marcadores especiais você precisa:

1) Ter endereço de entrega no Brasil;

2) Cumprir as condições em*: https://www.facebook.com/raissanantesromancista/app/228910107186452/  

*O link te levará à página de Facebook da escritora Raíssa Nantes, dentro do aplicativo de sorteio. Neste aplicativo há todas as condições para que o seu nome seja incluído no sorteio.

O sorteio será realizado no dia 03/05/2017.

Boa sorte! 

31 de março de 2017

Momento Exato no jornal

O meu pequeno conto Momento Exato (publicado originalmente no site Phoculos, postagem aqui) saiu na edição de sábado, dia 25/03/2017, do jornal Tribuna do Guaçu. Junto dele uma competente reportagem sobre os meus projetos literários. Veja só:

clique na imagem para ampliá-la


Gostaria de agradecer à Luciane Bueno pelo apoio de sempre e ao jornal Tribuna do Guaçu pelo espaço.

Seguimos! 

27 de março de 2017

Fezesman antigo ou atual

clique na imagem para aumentá-la
Tem tirinha inédita do Fezesman na Phoculos, veja no link:

http://phoculos.com/variados/279-fezesman-merda-mesmo 

Abraço. 

20 de março de 2017

O primeiro capítulo de La Bandida


Prólogo

"Sangue... droga!" 
  
Um homem que aparentava ter 45 anos sorria ao olhar para a sua futura vítima; seu futuro troféu: 
 — Como é La Bandida? Como vai puxar o gatilho do seu revolver? 
Hum... era verdade! Como a pistoleira mais famosa do New Oeste poderia sacar do seu coldre? Ela estava baleada no braço esquerdo, o seu ponto forte em sacar da arma. O sangue escorria pela sua luva de couro e chegava a lhe causar frio. O direito? Não, não seria possível atirar com a mão destra... 
La Bandida se afastou e encostou-se atrás da parede, respirando com dificuldade. O homem de chapéu negro e de lenço vermelho no pescoço se aproximou acariciando o revolver de prata na sua cintura: 
 — Sabe, Helena, eu nunca pensei que chegaríamos a este ponto, um dia. Quem poderia prever que eu seria o xerife e você a bandida! O mundo dá muitas voltas minha menina... 
Helena! Droga! Era este o seu nome. Já havia até esquecido. A dor lhe fazia esquecer quase tudo. 
O homem se aproximou e agarrou Helena pelo braço ferido e a puxou para si, próprio. Depois deu um soco no rosto da garota fezendo com que seu chapéu negro caísse no barro: 
— Vou facilitar as coisas para você, menina! — Disse ele, ao enfiar a mão no seu próprio coldre e retirar um dos seus revolveres. 
  Depois, o homem colocou a arma na mão direita da pistoleira: 
— Vamos! Segure! 

 “Não dá.” 

A arma caiu na areia barrenta. Os dedos da mão direita de Helena eram fracos. Não suportavam o peso de um colt 45. Aliás, não suportavam quase nada. 
— Assim você me decepciona!  

 “Vou te encher de pólvora, seu desgraçado!” 

— Acabou a brincadeira, La Bandida! Prepare-se, pois teremos nosso tão esperado "gran finale"!   — O homem agarrou a arma que repousava sobre o barro e devolveu ao coldre da moça: 
 — Pronto! Agora você está armada novamente. Vou me afastar e quando o Jack gritar "já", atiraremos! Quem sobreviver paga o funeral do outro. 
 O homem lançou seu olhar negro para a moça e ela reconheceu aqueles olhos. Aliás, aqueles olhos a remeteram para um passado já bem distante e que talvez fosse a hora de relembrar...

13 de março de 2017

O primeiro capítulo de Estela


I
Eu também tenho uma boneca


O dia começou cedo para Ester, Ernesto e Tamires. Ainda não tinha amanhecido quando o trio se encontrava em um dos corredores do Hospital Escola. Era rotina estar ali pelo menos duas vezes na semana. Conheciam pessoas que tinham sina similar e também ocupavam os bancos do lugar naquela oportunidade. Era natural, também, observar a falta de alguém. Fosse pela morte, ou pela cura, havia aqueles que simplesmente sumiam. Ester observava a tudo com novidade. Muitas histórias eram ouvidas ali, mas se perdiam como a própria existência daquelas pessoas. 

Ernesto e Tamires não encaravam a situação da mesma maneira, mas tentavam fazer o que era preciso da melhor forma possível. Assim como as demais pessoas, conversavam sobre o tratamento, instalações e médicos. Vários assuntos surgiam, alguns repetitivos, era verdade. A médica com traços indígenas era um deles. A faxineira toda tatuada, era outro, assim como o bêbado que muitas vezes era posto para fora do local. Uma rotina agitada, tensa e com muita gente, não importava o horário, o que fazia quererem estar em outro local. Mas tinham de estar ali por causa de Ester. 

De repente, algo que não era rotineiro ocorreu. Ouviram choro, passos apressados e conversas. A porta dupla do final do corredor se abriu bruscamente e revelou uma paciente sobre a maca, acompanhada de enfermeiros e familiares. O casal se limitou a inclinar o corpo para facilitar a visão, mas Ester se levantou, atenta ao que vinha.

A maca foi encostada próxima aos acentos ocupados por Ester e sua família. Os funcionários do hospital informaram às três pessoas que acompanhavam a enferma que logo voltariam e afastaram-se ligeiros. Definitivamente, aquilo não era comum, afinal, os pacientes da emergên-cia não ficavam naquela ala. Permaneceu ali um homem, uma mulher e uma menininha que portava uma boneca. O homem conversava com a mulher que chorava. A criança mantinha-se silente, assim como Ester que a tudo observava. Ester se lembrou de que também tinha uma boneca.