Há mais de trinta anos que lecionava naquela escola. Conhecia cada sala, presenciara todas as reformas e conhecera vários diretores, dos quais muitos já descansavam eternamente. Continuava...
O ânimo era quase o mesmo dos primeiros anos, mas os outros não pensavam assim. Era chamada de velha, de gagá, de ultrapassada. Ela acreditava que tinha muito, ainda, para contribuir.
Um dia houve uma queda em casa. Quebrou o fêmur. Ficou internada.
Vai tarde, disseram os alunos.
Seus companheiros não disseram nada.

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