O barulho do chacoalhar das chaves; das dobradiças da porta, que precisam de lubrificação; dos sapatos de salto alto sobre o piso cor de cinza-noite. O dedo no interruptor faz a luz solitária se espalhar pela saleta. Tudo meticulosamente arrumado e cheirando a lugar fechado.
A bolsa pequena pende de seu ombro até o sofá cor de pérola. Ela se senta, retira os sapatos e encara o vazio: não deveria estar ali.

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