E ele gesticulava com animação, andando de um lado para o outro. Falava da luz, das criaturas e do homem. Estava no meio do corredor, por onde transitava muita gente, mas ninguém lhe dava a mínima atenção.
O seu espaço ao lado, vazio. Seus livros, meticulosamente arrumados. Não havia vendido nenhum.
Desviavam dele, riam. Um comentava com outro sobre ele.
Deus não se importava: bastava a si mesmo.
