Ela do presente segurava diante dos olhos a fotografia. Ela do passado lhe sorria, diante de uma bicicleta vermelha. Era menor, as roupas simples, o cabelo bagunçado. Estava presa a um tempo que não existia mais. Seu pai, sua mãe e avós, que também estavam ali, não alcançaram o presente; aquele céu de anos passados, aquelas árvores e aquela estrada: tudo ficara para trás. Será que o seu eu futuro, já morto, se lembrará de olhar nos olhos de quem um dia o observará?

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