13 de fevereiro de 2020

O Chalé no Fim do Mundo de Paul Tremblay


O fim do mundo está chegando

O Chalé no Fim do Mundo é um daqueles livros que possuem temática apocalíptica. Nele o autor Paul Tremblay trabalha fanatismo religioso, homossexualismo e horror (este último sua especialidade). 

A menina Wen passa agradáveis férias na companhia de seus dois pais, Andrew e Eric, em um chalé afastado quando um grupo de jovens invadem o local com a premissa de que um dos três deve se sacrificar para evitar o fim do mundo. Os quatro arautos do apocalipse tentam ser gentis e verossímeis, mas a família resiste. A situação foge do controle, mortes começam a ocorrer, assim como as calamidades que anunciam o fim de tudo. 

Confesso que o livro não me agradou muito. Com um começo promissor, cheio de mistério e abordando uma família formada por dois homens e uma criança chinesa, a expectativa para o deslinde da história era grande. No entanto, o autor não se preocupou em explicar nada aos seus leitores; são informações incompletas, jogadas sem polimento nas páginas do livro. Quando o mistério inicial vai se arrastando sem qualquer indício de solução, a leitura se torna frustrante e todo o rico enredo vai se desmoronando. Queria saber mais de Andrew ou Eric. Dos jovens que invadiram a casa da família. Uma morte bem previsível ocorre e a história acaba sem qualquer explicação. 

Talvez seja esse o estilo do autor, não sei. Talvez quisesse chocar pura e simplesmente, não sei também. Um livro que possui uma premissa muito interessante, mas que foi desenvolvida de um modo que não o favoreceu. Bem, pelo menos na minha opinião. 

Fica a breve resenha. 
Paul Law            

3 de fevereiro de 2020

Flores para Algernon de Daniel Keyes


Eu quero ser inteligente

Você sabia que Daniel Keyes escrevia roteiros de quadrinhos para o Stan Lee? Pois é, o autor de "Flores para Algernon" já tinha experiência com ficção científica quando decidiu escrever um livro. Na verdade, Keyes tem uma prosa bem desenvolvida e dinâmica, apresentando uma temática muito interessante nesta obra que resenho. Afinal, quem não gostaria de ficar inteligente cirurgicamente? 

Escrito em 1959, primeiramente em formato de conto, "Flores para Algernon" conta a história de Charles Gordon, um homem de trinta e dois anos que tem desenvolvimento mental retardado. Por causa do seu baixo Q.I. ele é escolhido para participar de um projeto revolucionário que promete aumentar sua inteligência cirurgicamente. Ah, Algernon é o nome do ratinho que passou pela cirurgia antes de Charlie. O procedimento foi um sucesso no roedor, o que motivou a equipe do professor Strauss a testar o método em humanos. Para deixar tudo registrado o professor sugere a Gordon que faça relatórios de progresso contando todo o processo. É por estes relatórios que toda a história se desenvolve. No começo Charles escreve muito errado. Não usa acentuação, escreve palavras erradas e orações curtas. Depois da cirurgia a escrita vai mudando devagar, bem como a vida do personagem. Seu desenvolvimento intelectual é rápido, as mudanças assustam, mas tudo bem. Charlie está feliz por finalmente ser inteligente e poder fazer parte da sociedade. Bem, até certo ponto...Com o avanço da compreensão ele reflete sobre o seu emprego na padaria; sobre seus colegas de trabalho, família e o relacionamento com a professora Alice no centro de desenvolvimento para adultos retardados. 

Como é de se esperar em contos dessa natureza, questões de identidade são levantadas. Quem é Charlie agora? Quem era antes? Quem será depois? Por vezes, Keyes quebra o conceito de realidade para promover encontros entre Charlies, mostrando traumas que influenciaram a personalidade do personagem e que ele nem se dava conta. Desenvolvendo-se com velocidade Charlie vai se conhecendo, lembrando da sua vida antes da operação e deduzindo. Sente raiva, orgulho, enfim, torna-se um ser completamente novo e que repudia qualquer forma de pena e sarro. Psicologicamente interessante Flores para Algernon é uma montanha russa!

Um livro que te prende desde o início, bem escrito e de desenvolvimento completo. Há um bom começo e um fim satisfatório. Claro que o final não é inusitado, mas não prejudica a reflexão. É com ele que entendemos o título do livro! Parece ser assim com a vida; as coisas tendem a voltar ao começo, não é? 

Recomendadíssimo. Melhor leitura do ano até agora. Fica a resenha e a dica. 
Abraço!
Paul Law             

21 de janeiro de 2020

Voltando a fita 2019 - 2



Prontos para continuar nosso passeio pelas melhores postagens do ano de 2019 daqui do blog? Pois então vamos!

No mês de julho postei na íntegra o conto "Negrinha" de Monteiro Lobato, Também deixei online o conto "Benjamim e Vaidosa" que serviu de inspiração para o meu livro "Respeitável Benjamim". Agosto teve o meu conto "O Maior presente do mundo" e a resenha de Macunaíma. Ah, também teve a divulgação do lançamento de "Respeitável Benjamim". Já em setembro postei um desenho de Isalinda de Respeitável Benjamim. O resto do mês foi todo gasto com o lançamento do livro. 

Para outubro ficou uma tirinha do Fezesman chamada "Deletando redes sociais", cujo roteiro foi escrito pelo meu amigo escritor Fagner JB. Contei como foi o evento literário "Café Literário" do meu amigo Nunes Guerreiro. Terminei o mês com a resenha do livro "Zelota - A Vida e a Época de Jesus de Nazaré". Em novembro Gelocubo apareceu na tirinha "Pôr do Sol". Teve a premiação do Arte em Movimento que tive a honra de ser lembrado. No último mês do ano postei a tirinha do Fezesman "Chegando" e o conto "Presente de Natal". Fechamos o ano com o "Ano Novo" do Fezesman. 

Assim foi o nosso 2019! Um ano muito bom. Espero que 2020 seja melhor ainda! É. também, o meu desejo a vocês.

Abraço.
Paul Law         

7 de janeiro de 2020

Voltando a Fita 2019 - 1




Vamos fazer uma retrospectiva do nosso ano aqui no blog? O Voltando a Fita serve para isso! Você só precisa clicar nas palavras que possuem links para ir direto à postagem referência.   

Em janeiro do ano que acabou, comecei com a resenha do livro "O Legado de Avalon - o garoto, o velho e a espada" do escritor Luiz Fabrício Mendes.  Em seguida postei um quadrinho do Fezesman chamado "Antes e Depois". Fevereiro começou também com resenha, mas do conto "O Delegado Tobias" de Ricardo Lísias. Depois, publiquei um pequeno texto chamado "Germinando um velho" de minha autoria. Resenhei ainda dois livros "Memórias Inventadas" de Manoel de Barros e "A Menina que tinha medo de barata" do autor Marcos Cunha. Já em março deixei o meu livro "V de Verônica" de forma gratuita na Amazon; publiquei a tirinha "meditação" do Fezesman (a publicação mais vista do ano!). Fechei o mês com resenha do livro "A Viúva Silenciosa". 

No mês de abril publiquei o conto "Negrinha" de Monteiro Lobato na íntegra (achei um conto muito atual e crítico!). Deixei um pedacinho do meu livro "Respeitável Benjamim" no conto "Benjamim e Rica" e terminei o mês com o Gelocubo na tirinha "não deixe para amanhã". Maio foi marcado pelo pequeno texto "Cheiro de Tarde" e pelo desenho do Gelocubo "Para minha mãe".  Tivemos por último a cobertura da Mostra Literária Assis Oderan. Já em junho publiquei a tirinha do Fezesman chamada "a cara do pai" que foi escrita pela minha filha Bárbara.  Também resenhei o livro "Crônicas do Pássaro de Cordas" do autor Haruki Murakami. 

Não foi um bom começo de ano? 
Logo tem mais retrospectiva, fique ligado. Abraço.
Paul Law