18 de setembro de 2019

Opinião sobre "Respeitável Benjamim"



Amigos, hoje trago a opinião do presidente da Academia Guaçuana de Letras de Mogi Guaçu, Luís Braga Junior, sobre o meu livro Respeitável Benjamim. O Luís é um amigo querido e faz um bom trabalho a frente da Academia de Letras da minha cidade. Por falar na AGL, este mês ela completa 20 anos de existência. Parabéns para ela! 

Vejam o que o nobre amigo escreveu:

Gostaria de, em primeiro lugar, elogiá-lo pela sua postura de sempre valorizar autores que estão perto da gente. Achei ótimo você ter inserido uma estrofe da dona Maria Ignez Pereira. Ela merece!

Parabenizo-o também pela riqueza de detalhes. Você é muito bom no que faz. 

Além de um livro de ficção, o conteúdo é, sem dúvida, filosófico. Você trabalhou o paradoxo da existência de uma forma fina, elegante, respeitosa e sincera. 

Uma parte que eu gostei bastante foi "Como você me vê, Isalinda? (...) Não tenho os seus olhos..." Isso quer dizer que o nosso olhar pode ser influenciado. Não somos originais em nada, somos influenciados, inclusive, pelos genes dos nossos pais e você abordou isto no livro. 

Uma outra parte do livro que mexeu comigo foi "Creio que as palavras estão nos ouvidos de quem as escuta e não nos lábios de quem as diz". Sim, nobel escritor, todos os nossos sentidos estão contaminados. Fomos construídos com inúmeras partículas de outras existências - não, não estou defendendo a doutrina da reencarnação e sim que somos influenciados.

Você trouxe também a questão do tempo. Na minha humilde opinião, o tempo é somente um espaço de tempo onde nesses espaços as coisas acontecem. Não acredito que um problema possa ser resolvido com o tempo, ao contrário, pra mim, as coisas podem piorar com o passar do tempo. 

Outro tema muito bem elaborado foi o dilema da morte. Eu, sinceramente, anseio pela morte. Não, não estou depressivo. Anseio a morte porque desejo experiências que nunca tive. Lembremo-nos dos gregos: eros é o amor-desejo. Só desejo aquilo que ainda não tenho; quando tiver, deixarei de desejar. 

Caro confrade, são tantos os temas abordados por você na sua gostosa obra. Liberdade, coragem, existência são temas filosóficos, e detalhe, temas que eu amo. Questões que me fazem pensar e só existo quando penso. Tenho orgasmo intelectual quando reflito, por isso, digo: fora do orgasmo não há salvação. Aqui faço menção do orgasmo no sentido de efervescência de sentimentos, e, data vênia, percebi isso em você. Quando escrevemos, escrevemos sobre a gente ainda que seja uma ficção, assim sendo, seu livro tem a sua cara, o seu cheiro e o seu jeito questionador. Engraçado que, escrevemos e escrevemos, mas não temos respostas; deve ser por isso que continuamos a escrever. Os nossos escritos são tentativas de buscarmos a nossa identidade e o sentido da nossa existência.

Obrigado presidente! Suas palavras me deixam muito feliz.

Se vocês quiserem ler também o livro podem adquiri-lo aqui em caráter de pré-venda (o lançamento será no dia 27 de setembro). Eu adoraria saber a opinião de vocês sobre a obra.

Abraço. 
Paul Law

16 de setembro de 2019

Blog de cara nova e pré-venda de Respeitável Benjamim




Já reparou que estamos de cara nova? O blog mudou de aparência na semana passada, não ficou o máximo? O banner dinâmico no topo da página com os dizeres Paul Law é minha assinatura de verdade. Como ela vai se formando é exatamente como eu faço quado assino. Eu gostei muito! Ah, tem cores novas e botões também. Fontes. Tudo muito bonito. 

Aproveito a oportunidade para dizer que "Respeitável Benjamim" está prontinho para o lançamento. O livro está em pré-venda pelo Amazon, clique no link e adquira em primeira mão a obra por R$ 5,99:




Um abraço!
Paul 

6 de setembro de 2019

A Lei do Trinta está disponível para leitura



No site TopLeituras você pode ler o meu livro "A Lei do Trinta" gratuitamente, Veja só:




Não é legal?
Ah, ainda dá para baixar um resumo em pdf e acessar o link de compra do e-book. 

Se você quiser comprar o livro direto por R$ 5,99 clique aqui

Fica a dica.

28 de agosto de 2019

Vem aí Respeitável Benjamim

Olá amigos leitores. Espero que estejam bem. Venho comunicar que o meu próximo trabalho literário será publicado em breve em formato digital. O título do livro/conto se chama Respeitável Benjamim e se passa em um palco de teatro. 

Vejam a capa em primeira mão:


São quase oitenta páginas com muita referência á espetáculos teatrais e musicais. Literários também. Compartilho a sinopse:

Esta é a história de um menino que queria um novo nome que começasse com a letra A. Enquanto pensa sobre o assunto em sua confortável cadeira, recebe a visita de uma amiga que veio para levá-lo para casa. Decidido a não voltar, com o objetivo de mudar a própria história, Benjamim conhecerá personagens fantásticos que lhe farão refletir sobre o tempo, fim e destino.  Respeitável Benjamim é um conto nada convencional que se passa em um palco de teatro, cujos personagens interpretam outros personagens numa alegoria sobre vida e realidade.  

O livro estará disponível para ser adquirido na loja de e-books da Amazon e custará apenas R$ 5,99. Há previsão de que ele também esteja disponível para ser adquirido por aqui. 

Um trecho: 

— Hoje uma coisa, amanhã outra! Um botão, uma flor e então pétalas secas. Feridas, cicatrizes! Tristeza, alegria! Dia, noite, meses, anos, décadas, centenas, milhares, eu, o sempre. Seguir, pode ouvir? Tic-tac, tic-tac, o tempo flui. O pequeno Benjamim que não gosta do próprio nome e que tem apenas uma cadeira, permanece preso por muitos anos. Seu crime? Quem liga. Mas Dia e Noite dançam (o tango volta a tocar), o tempo passa e com ele os dias de cárcere. Ele então é libertado, mas já não é mais quem era. Quem é Benjamim agora?

O livro será lançado no dia 27 de setembro de 2019. Fiquem ligados! 

Abraço. 
Paul  


20 de agosto de 2019

Macunaíma de Mário de Andrade


Sem nenhuma identidade


Publicado em 1928, Macunaíma é considerado pela crítica literária como a obra-prima do escritor Mário de Andrade. O livro narra a vida do personagem de dá nome ao título da obra, tido como herói sem caráter, desde sua infância com os índios da tribo em que nasceu até sua morte já longe dos seus e de sua cultura. 

A história de Macunaíma começa com sua pré-disposição em "brincar" com as índias. Mesmo em tênue idade, o herói, como Macunaíma é chamado por toda a história, aprende sobre os prazeres da carne. Aliás esta é uma das características mais recorrentes do herói. Ao se engraçar com Ci, a Mãe do Mato, Macunaíma recebe de presente o  Muiraquitã, uma espécie de talismã em forma de animal. No entanto, o herói perde o objeto precioso e a história foca em seu empenho para reaver o artefato que agora se encontra sob a guarda Piaimã, o gigante comedor de gente.  Com toda a sua esperteza, junto de seus dois irmãos, Macunaíma enfrentará o gigante que está desfaçado de rico burguês na cidade de São Paulo. 

Mário de Andrade concebeu uma obra peculiar ao se valer de palavras indígenas e de falsa simplicidade em seus diálogos. A verdade é que Macunaíma é de difícil compreensão, pois os personagens possuem bagagem ideológica indígena, perdida já naqueles tempos. São lendas, mitos e tradições que se foram com os habitantes originais do Brasil (tão estranhas a nós). Este fato funciona como uma crítica á identidade brasileira. Em algumas passagens Macunaíma se rebela contra a cultura de São Paulo; contando sua própria versão sobre um fato. Deuses, estrelas e personagens que divergem do que ele aprendeu na aldeia e que não aceita. Sua batalha contra o gigante nem parece mais tão importante, já que sua estadia em terras tão diferentes vai lhe tirando o prazer pela vida. 

Há um estereótipo de que Macunaíma é um retrato do brasileiro moderno, por conta da sua preguiça, falta de caráter e despreocupação. Na obra, no entanto, tive a ideia de um índio perdido; alguém que tenta lutar contra o fim de sua própria crença. Uma luta difícil e covarde. Ao final, Macunaíma se junta aos seus e dá nome a uma constelação que podemos ver bem.

Um livro único, difícil e de leitura lenta, mas edificante. Por vezes se faz necessário pesquisar alguma palavra indígena e há outras que nem são encontradas, o que pode dificultar a compreensão. O autor diz em suas notas da edição algumas ferramentas que os leitores devem usar para entender melhor a obra, bem como esclarece que gastou pouco mais de seis meses para escrever Macunaíma. 

Fica a breve resenha e dica.  
Abraço! 
Paul Law