7 de julho de 2010

Nove Minutos com Blanda de Fernanda França




Passa-se muito mais do que nove minutos com Blanda


O primeiro romance da escritora Fernanda França nos trás situações vivenciadas pela maioria das mulheres. Blanda que é recém-advogada se vê atada à vida sem emoção que o destino escolheu para ela. Depois de conseguir com muito esforço sua carteira de advogada e de vencer este obstáculo tão duro na vida de qualquer bacharel em Direito, ela se encontra em um terrível impasse: O que fazer agora que sou advogada?


Concomitante aos seus anseios profissionais há ainda a questão amorosa que precisa ser solucionada. Blanda namora "não namorando" Max que é um sujeito nem aí com nada, sustentado pelos pais. Ela o tem apenas para não se sentir sozinha e para dizer por aí que possui um namorado, mas a verdade é que ela o aceita por acreditar que sua estima não lhe possibilite coisa melhor.


Este contexto muda bruscamente quando surge acidentalmente a proposta de casamento. Nem é Max que a faz, mas deixa com que a façam. A partir daí, Blanda passa a repensar em sua vida e começa a viver situações emocionantes, culminando na descoberta de uma nova profissão (ou apenas o aceite de algo que ela sempre quisera) e de um novo amor.

Nas linhas deste romance moderno, entendemos como se comportam as mulheres contemporâneas; entendemos como elas enxergam a questão do trabalho e do relacionamento neste mundo tão facetado. Elas ainda sonham com um príncipe encantado tal qual suas antecessoras, só que agora possuem autonomia para buscar o que querem ou se não possuem, como é o caso de Blanda, encontram forças para adquirirem essa capacidade. O príncipe não vem à cavalo, mas elas vão atrás dele de táxi. Fernanda deixa claro que apesar de toda a dificuldade que envolve a vida moderna, é possível viver uma grande história de amor.

O projeto gráfico do livro, concebido pela Editora Multifoco, selo Desfecho, é bem feito. Capa original com cores chamativas e letras bem distribuídas com acabamento profissional. Fica devendo apenas na questão dos marcadores de páginas que são pequenos e dobram o livro quando se quer marcar a leitura. Contudo, não vejo grande problema neste detalhe. Não há erros de impressão e as páginas estão todas bem distribuídas. Talvez a letra seja um pouco pequena para os leitores com a visão diminuída, mas também nada de mais.

Tive um contato muito rápido com a autora, mas tê-la ali nas páginas de seu livro me possibilitou conhecê-la com mais afinco. Suas intenções, pensamentos e sonhos, podem ser compreendidos quando se está em Nove Minutos com Blanda. Finalizando, é um livro de leitura agradável e divertida que nos remete ao cotidiano de uma mulher que encontrou novamente o gosto pela vida. Acho que podemos seguir o exemplo de Blanda e de Fernanda.

Viva a nova literatura brasileira!

Um comentário:

  1. Oi, Paul parece muito interessante. Parabéns, sucesso!
    Maria do Céu.

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