Lá na casinha do Vale os ouvidos quase surdos da Costureira ouviram o apito triplo do trem de Maquinista. Ele confessou a ela que, livre, teria uma serpente de ferro e levaria perdidos para lugares ainda mais perdidos um dia; que ao sair da estação soaria o apito por três vezes para ela.
27 de março de 2026
13 de março de 2026
Barco de papel
Ele nunca soube fazer um barco de papel. Ela tentou lhe ensinar, mas logo percebeu que a tarefa seria difícil.
— Dobra aqui, olha — ela falou.
As mãos dele não eram boas para arte, mas a alma, sim. O sorriso que via nela daria poesia.
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