13 de novembro de 2014

Não Espere pelo Epitáfio! Provocações Filosóficas

Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje

“Não Espere pelo Epitáfio!” é um livro que compõe a trilogia Provocações Filosóficas do renomado autor Mario Sergio Cortella. Já resenhei os outros dois livros: “Não se Desespere!” e “Não Nascemos Prontos!”. Como é característico de todos os seus livros que levam o título de Provocações Filosóficas, neste o autor aborda novamente temas corriqueiros sob a ótica filosófica e reflexiva.

Confirmando que o autor cede sempre o espaço inicial da sua obra à alguém da sua família (nos outros dois livros para os  filhos), em “Não Espere pelo Epitáfio” a vez é da esposa. O prefácio do livro é feito pela escritora e também editora Janete Leão Ferraz. É sempre interessante observar a visão que os próximos possuem do autor, sobretudo quando a referência é Cortella, cujo vasto conhecimento filosófico e educacional o transformam em incomum. Os “prefácios familiares” possuem a magia de trazer o nobre autor à condição humana. O fazem muito bem.

Mais uma vez, porque nunca é demais, somos despertados do sono robótico; da letargia diária por abordagens inusitadas de assuntos comuns. Já na primeira “provocação”, como se tornou característico da trilogia (nos depararmos com o título do livro), chamada “Não Espere pelo Epitáfio!” somos convidados a pensar no presente. A ideia é frisar que devemos arriscar hoje; viver agora, obviamente sem descartar o amanhã. Não se trata da filosofia “carpe diem” condenada pelo autor em outros livros e palestras, mas a ideia de que esperar para realizar um sonho ou objetivo é bobagem. Não se deve viver o hoje como se não houvesse amanhã, mas viver o melhor hoje para que haja amanhã.

O pensamento apurado segue permeando assuntos diversos como Futuro, Experiência, Simplicidade, Liberdade e Amor. O riquíssimo repertório do autor impele ao leitor uma experiência igualmente rica de conhecimento. Os exemplos aparecem com data, nome e endereço.  Como mesmo nos belisca Cortella quando fala do simples, aqui, a experiência é o produto vendido. Falar bem é falar com simplicidade o que, num primeiro momento, é complexo. Traduzir o difícil, se fazer entender, temas tão tímidos hoje em dia, voltam vigorosos nas páginas de “Não Espere pelo Epitáfio!”.

Embora relevante este livro, talvez, seja o menos provocativo da trilogia. Diferente dos livros anteriores, no qual imediatamente o leitor estabelece conexão entre as provocações e as deduções que elas causam, em “Não Espere pelo Epitáfio”, as coisas parecem mais distantes ou não tão evidentes. Em algumas provocações não pude alcançar uma reflexão completa sobre o tema, talvez por me faltar algum conhecimento.

Resumindo, “Não Espere pelo Epitáfio” segue a mesma receita dos outros dois Provocações Filosóficas e é leitura indispensável para uma visão panorâmica do cotidiano filosófico. Menos provocador, talvez, mas assim fomentador de ideias e de um olhar diferenciado. Leitura recomendada.

Fica a resenha e a dica.    

Abraço.

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