20 de janeiro de 2026

Última alça



A antiga parte de Pó não gostava de ser encarada por ninguém. Ela costumava assoprar em ouvidos, atravessar pensamentos correntes e encher o coração de anseios. Mas quando alguém a questionava racionalmente sobre seus ideais, não tinha bons argumentos. No fim era apenas um querer por querer; vontade de buscar ainda que nunca se alcance, tolices para justificar uma vida sem importância. Era uma droga viver sem querer ou importâncias... 

Ali de frente à mulher que acabara de reencontrar e se despedir da mãe, levada pela morte nova tinha assuntos a tratar. Havia uma última alça.


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